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quinta-feira, 14 de julho de 2011

10 CONSELHOS DE BENTO XVI AOS JOVENS.


1) Conversar com Deus
“Algum de vós poderia talvez identificar-se com a descrição que Edith Stein fez da sua própria adolescência, ela, que viveu depois no Carmelo de Colônia: “Tinha perdido consciente e deliberadamente o costume de rezar”. Durante estes dias (de Jornada Mundial da Juventude) podereis recuperar a experiência vibrante da oração como diálogo com Deus, porque sabemos que nos ama e, a quem, por sua vez, queremos amar”.
2) Contar-lhe as penas e alegrias
“Abri o vosso coração a Deus. Deixai-vos surpreender por Cristo. Dai-lhe o ‘direito de vos falar’ durante estes dias. Abri as portas da vossa liberdade ao seu amor misericordioso. Apresentai as vossas alegrias e as vossas penas a Cristo, deixando que ele ilumine com a sua luz a vossa mente e toque com a sua graça o vosso coração.
3) Não desconfiar de Cristo
“Queridos jovens, a felicidade que buscais, a felicidade que tendes o direito de saborear, tem um nome, um rosto: o de Jesus de Nazaré, oculto na Eucaristia. Só ele dá plenitude de vida à humanidade. Dizei, com Maria, o vosso ‘sim’ ao Deus que quer entregar-se a vós. Repito-vos hoje o que disse no princípio de meu pontificado: Quem deixa entrar Cristo na sua vida não perde nada, nada, absolutamente nada do que faz a vida livre, bela e grande. Não! Só com esta amizade se abrem de par em par as portas da vida. Só com esta amizade se abrem realmente as grandes potencialidades da condição humana. Só com esta amizade experimentamos o que é belo e o que nos liberta. Estai plenamente convencidos: Cristo não tira nada do que há de formoso e grande em vós, mas leva tudo à perfeição para a glória de Deus, a felicidade dos homens e a salvação do mundo”.
4) Estar alegres: querer ser santos
“Para além das vocações de consagração especial, está a vocação própria de todo o batizado: também é esta uma vocação que aponta para um ‘alto grau’ da vida cristã ordinária, expressa na santidade. Quando encontramos Jesus e acolhemos o seu Evangelho, a vida muda e somos impelidos a comunicar aos outros a experiência própria (…). A Igreja necessita de santos. Todos estamos chamados à santidade, e só os santos podem renovar a humanidade. Convido-vos a que vos esforceis nestes dias por servir sem reservas a Cristo, custe o que custar. O encontro com Jesus Cristo vos permitirá apreciar interiormente a alegria da sua presença viva e vivificante, para testemunhá-la depois no vosso ambiente”.
5) Deus: tema de conversa com os amigos
“São tantos os nossos companheiros que ainda não conhecem o amor de Deus, ou procuram encher o coração com sucedâneos insignificantes. Portanto, é urgente ser testemunhos do amor que se contempla em Cristo. Queridos jovens, a Igreja necessita autênticos testemunhos para a nova evangelização: homens e mulheres cuja vida tenha sido transformada pelo encontro com Jesus; homens e mulheres capazes de comunicar esta experiência aos outros”.
6) No Domingo, ir à Missa
“Não vos deixeis dissuadir de participar na Eucaristia dominical e ajudai também os outros a descobri-la. Certamente, para que dela emane a alegria que necessitamos, devemos aprender a compreendê-la cada vez mais profundamente, devemos aprender a amá-la. Comprometamo-nos com isso, vale a pena! Descubramos a íntima riqueza da liturgia da Igreja e a sua verdadeira grandeza: não somos os que fazemos uma festa para nós, mas, pelo contrário, é o próprio Deus vivo que prepara uma festa para nós. Com o amor à Eucaristia redescobrireis também o sacramento da Reconciliação, no qual a bondade misericordiosa de Deus permite sempre que a nossa vida comece novamente”.
7) Demonstrar que Deus não é triste
“Quem descobriu Cristo deve levar os outros para ele. Uma grande alegria não se pode guardar para si mesmo. É necessário transmiti-la. Em numerosas partes do mundo existe hoje um estranho esquecimento de Deus. Parece que tudo anda igualmente sem ele. Mas ao mesmo tempo existe também um sentimento de frustração, de insatisfação de tudo e de todos. Dá vontade de exclamar: Não é possível que a vida seja assim! Verdadeiramente não”.
8) Conhecer a fé
“Ajudai os homens a descobrir a verdadeira estrela que nos indica o caminho: Jesus Cristo. Tratemos, nós mesmos, de conhecê-lo cada vez melhor para poder conduzir também os outros, de modo convincente, a ele. Por isso é tão importante o amor à Sagrada Escritura e, em consequência, conhecer a fé da Igreja que nos mostra o sentido da Escritura”.
9) Ajudar: ser útil
“Se pensarmos e vivermos inseridos na comunhão com Cristo, os nossos olhos se abrem. Não nos conformaremos mais em viver preocupados somente conosco mesmo, mas veremos como e onde somos necessários. Vivendo e atuando assim dar-nos-emos conta rapidamente que é muito mais belo ser úteis e estar à disposição dos outros do que preocupar-nos somente com as comodidades que nos são oferecidas. Eu sei que vós, como jovens, aspirais a coisas grandes, que quereis comprometer-vos com um mundo melhor. Demonstrai-o aos homens, demonstrai-o ao mundo, que espera exatamente este testemunho dos discípulos de Jesus Cristo. Um mundo que, sobretudo mediante o vosso amor, poderá descobrir a estrela que seguimos como crentes”.
10) Ler a Bíblia
“O segredo para ter um ‘coração que entenda’ é edificar um coração capaz de escutar. Isto é possível meditando sem cessar a palavra de Deus e permanecendo enraizados nela, mediante o esforço de conhecê-la sempre melhor. Queridos jovens, exorto-vos a adquirir intimidade com a Bíblia, a tê-la à mão, para que seja para vós como uma bússola que indica o caminho a seguir.Lendo-a, aprendereis a conhecer CristoSão Jerônimo observa a este respeito: ‘O desconhecimento das Escrituras é o desconhecimento de Cristo’”.
Fonte: opusdei.org.br /
destrave.cancaonova.com/10-conselhos-de-bento-xvi-aos-jovens/





segunda-feira, 11 de julho de 2011

São Bento, história e medalha.

HISTÓRIA:
São Bento nasceu por volta do ano 480 na província de Núrsia - Itália. Era de uma família de alta nobreza e com uma sólida formação familiar cristã, mas renunciou aos estudos superiores, escandalizado com a vida imoral que encontrou em Roma.
Nesse tempo, na Itália, não existiam ainda mosteiros como no Oriente e na França, então resolveu retirar-se para as montanhas, onde escolheu uma gruta no penhasco inacessível de nome Subiaco, e viveu em meditação e oração durante 3 anos.


Aos 40 anos havia adquirido maturidade para seu projeto de vida. Dirigiu-se para Monte Cassino, no Sul de Roma, onde construiu o mosteiro que se tornou o maior centro propulsor da vida beneditina de todos os tempos. O objetivo da Regra de São Bento era formar cristãos perfeitos, seguindo os ensinamentos de Jesus. Fatores importantes eram também o equilíbrio e a moderação. Havia uma dosagem na medida entre os horários reservados às atividades espirituais como oração, meditação, estudos, e ao tempo reservado a trabalhos manuais. "Ora et Labora", ou seja, "Reza e Trabalha", era o seu lema. O convívio fraterno completava o equilíbrio.


Durante a vida, São Bento curou doentes e enfrentou tiranos. Possuia também o dom da profecia, através do qual anunciava acontecimentos futuros com indiscutível precisão. De sua morte, sabe-se que morreu consciente, pois sabia a hora de sua chamada, tanto que seis dias antes mandou preparar o seu túmulo. Doente e com o corpo abatido pelas severas penitências, dirigiu-se à Celebração Eucarística, comungou, e morreu de pé, sustentado por seus discípulos, no dia 21 de março de 547, aos 67 anos de idade. Mesmo depois de morto ainda realizou, por meio de seus filhos espirituais, uma obra civilizadora e evangelizadora colossal.
O Papa Pio XII chamou-lhe, a justo título, Pai da Europa. São Bento servia-se do sinal da cruz para fazer milagres e vencer as tentações. Daí, veio o costume muito antigo, de representá-lo com uma cruz na mão.

A MEDALHA:
A origem desta medalha se fundamenta em uma verdade e experiência do cunho espiritual que aparece na vida de São Bento tal como a descreve o papa São Gregório no Livro II dos Diálogos. O pai dos monges usou com frequência do sinal da cruz como sinal de salvação, de verdade, e purificação dos sentidos. São Bento quebrou o vaso que continha veneno com o sinal da cruz feito sobre ele. Quando os monges eram perturbados pelo maligno, o santo mandava que fizessem o sinal da cruz sobre seus corações. Uma cruz era o selo dos monges na carta de sua profissão quando não sabiam escrever. Tudo isso não faz mais que convidar seus discípulos a considerar a santa cruz como sinal benfeitor que simboliza a paixão salvadora do Senhor, porque se venceu o poder do mal e da morte.

A medalha tal como hoje a conhecemos, remonta ao século XII ou XIV ou talvez a uma época anterior de sua história. No século XVII, em Nattenberg, na Baviera, em um processo contra umas mulheres acusadas de bruxaria, elas reconheceram que nunca haviam podido influir malignamente contra o mosteiro beneditino de Metten porque estava protegido por uma cruz. Feitas, com curiosidade, investigações sobre essa cruz, descobriram que nas paredes do mosteiro estavam pintadas várias cruzes com algumas siglas misteriosas que não puderam ser decifradas. Continuando a investigação entre os códices da antiga biblioteca do mosteiro, foi encontrada a chave das misteriosas siglas em um livro do século XIV. Assim sendo, entre as figuras aparece uma de São Bento segurando com a mão direita uma cruz que continha parte do texto que se encontrava só em suas letras iniciais nas hastes das cruzes pintadas nas paredes do mosteiro de Metten, e na esquerda portava una bandeirola com a continuação do texto que completava todas as siglas até àquele momento misteriosas.

O papa Clemente XIV, em março de 1742, aprovou o uso da medalha que havia sido tachada anteriormente, por alguns, de superstição. Dom Gueranger, liturgista e fundador da Congregação Beneditina de Solesmes, disse que o costume de a imagem de são Bento aparecer com a santa Cruz, confirma a força que esse poder obteve em suas mãos. A devoção dos fiéis e as muitas graças obtidas por ela é a melhor mostra de seu autêntico valor cristão.


C. S. P. B.         Crux Sancti Patris Benedicti.    Cruz do Santo Pai Bento
C. S. S. M. L.    Crux Sacra Sit Mihi Lux.          A Cruz Sagrada seja minha luz
N. D. S. M. D.    Non Draco Sit Mihi Dux.          Não seja o dragão o meu guia
V. R. S.             Vade Retro Satana.                  Afasta-te Satanás 
N. S. M. V.        Non Suade Mihi Vana.             Não me aconselhes coisas vãs 
S. M. Q. L.        Sunt Mala Quae Libas.             É mau o que me ofereces 
I. V. B.               Ipse Venena Bibas.                  Bebe tu mesmo teu veneno



ORAÇÃO A SÃO BENTO:
"Ó glorioso Patriarca São Bento, que vos mostrastes sempre compassivo com os necessitados, fazei que também nós, recorrendo à vossa poderosa intercessão, obtenhamos auxílio em todas as nossas aflições, que nas famílias reine a paz e a tranquilidade; que se afastem de nós todas as desgraças tanto corporais como espirituais, especialmente o mal do pecado. Alcançai do Senhor a graça (fazer o pedido) que vos suplicamos; finalmente, vos pedimos que ao térnimo de nossa vida terrestre possamos ir louvar a Deus convosco no Paraíso. Amém."



Fontes:

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Outonos e primaveras...

Primavera é tempo de ressurreição. A vida cumpre o ofício de florescer ao seu tempo. O que hoje está revestido de cores precisou passar pelo silêncio das sombras. A vida não é por acaso. Ela é fruto do processo que a encaminha sem pressa e sem atropelos a um destino que não finda, porque é ciclo que a faz continuar em insondáveis movimentos de vida e morte. O florido sobre a terra não é acontecimento sem precedências. Antes da flor, a morte da semente, o suspiro dissonante de quem se desprende do que é para ser revestido de outras grandezas. O que hoje vejo e reconheço belo é apenas uma parte do processo. O que eu não pude ver é o que sustenta a beleza.
A arte de morrer em silêncio é atributo que pertence às sementes. A dureza do chão não permite que os nossos olhos alcancem o acontecimento. Antes de ser flor, a primavera é chão escuro de sombras, vida se entregando ao dialético movimento de uma morte anunciada, cumprida em partes.
A primavera só pode ser o que é porque o outono a embalou em seus braços. Outono é o tempo em que as sementes deitam sobre a terra seus destinos de fecundidade. É o tempo em que à morte se entregam, esperançosas de ressurreição. Outono é a maternidade das floradas, dos cantos das cigarras e dos assobios dos ventos. Outono é a preparação das aquarelas, dos trabalhos silenciosos que não causam alardes, mas que, mais tarde, serão fundamentais para o sustento da beleza que há de vir.
São as estações do tempo. São as estações da vida.
Há em nossos dias uma infinidade de cenas que podemos reconhecer a partir da mística dos outonos e das primaveras. Também nós cumprimos em nossa carne humana os mesmos destinos. Destino de morrer em pequenas partes, mediante sacrifícios que nos fazem abraçar o silêncio das sombras...
Destino de florescer costurados em cores, alçados por alegrias que nos caem do céu, quando menos esperadas, anunciando que depois de outonos, a vida sempre nos reserva primaveras... 
Floresçamos.
Pe Fábio de Melo

sexta-feira, 24 de junho de 2011

“Eu sou o pão da vida.”

A Eucaristia é o mistério da fé. Junto com o batismo, crisma, a eucaristia faz parte dos sacramentos da iniciação cristã. A Eucaristia é o alimento da alma. É o próprio Corpo e Sangue de Jesus. O próprio Jesus disse que é o pão que desce do céu, o pão da vida eterna.

"Enquanto comiam, Jesus tomou o pão, e tendo pronunciado a benção, o partiu e distribuiu a eles e disse: 'Tomem, isto é meu corpo'. Em seguida, tomou um cálice, agradeceu e deu a eles. E todos eles beberam. E Jesus lhes disse: 'Isto é meu sangue, o sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos." Mc 14, 22-24


Ali está presente nosso Senhor Jesus, em verdadeira carne e verdadeiro sangue; Jesus se fez pequeno para estar em comunhão conosco, porque nos ama. Quantas vezes não damos valor a missa? Quantas vezes faltamos por preguiça? Temos sido muito relaxados. Alguns vão a missa, mas não participam, estão com a cabeça em outro lugar. Não damos o real valor a esse tesouro tão único, que é receber Jesus na Eucaristia.


"Naquele tempo, disse Jesus às multidões dos judeus: “Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo”.Os judeus discutiam entre si, dizendo: “Como é que ele pode dar a sua carne a comer?” Então Jesus disse: “Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne é verdadeira comida, e o meu sangue, verdadeira bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. Como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo por causa do Pai, assim aquele que me recebe como alimento viverá por causa de mim. Este é o pão que desceu do céu. Não é como aquele que os vossos pais comeram. Eles morreram. Aquele que come este pão viverá para sempre." Jo 6, 51-58


Quando comungamos, Jesus está em nós, nos fortalecendo, nos renovando. Jesus está nos alimentando, nutrindo nossa alma. Da mesma forma que precisamos alimentar o corpo, precisamos alimentar a alma. É o próprio Senhor, não canso de repetir! Recebemos Seu corpo, que vem ser para nós remédio, cura, alimento e força. O Corpo e Sangue de Jesus nos sustenta.


"Nunca compreenderemos como o Senhor dá Seu corpo e sangue, na forma de pão e vinho. Será sempre um mistério da fé, mas o Senhor, sabendo disso, veio em auxílio da nossa fraqueza, da nossa incredulidade. É por isso que realizou prodígios; para que pudéssemos aceitar com mais facilidade; para que a nossa inteligência não ficasse no escuro. Por isso, Jesus andou sobre as águas, multiplicou os pães, apareceu aos apóstolos após a Sua ressurreição; tudo para que soubéssemos, que Ele tem o poder de realizar aquilo que realizou na Eucaristia." Mons. Jonas Abbib



"Irmãos: O cálice da bênção, o cálice que abençoamos, não é comunhão com o sangue de Cristo? E o pão que partimos, não é comunhão com o corpo de Cristo? Porque há um só pão, nós todos somos um só corpo, pois todos participamos desse único pão." I Cor 10, 16s




"Creio, Senhor, que Tu estás presente na Eucaristia. É o Teu corpo, o Teu sangue, a Tua alma e divindade. É o Senhor vivo e ressuscitado que me vê, me acolhe, me ama e perdoa.
Senhor, não consigo tocar-Te, nem sentir-Te, mas sei que estás presente na hóstia consagrada e isso me basta.
Obrigado, Senhor, porque creio e quero crer ainda mais. Aumenta a minha fé, para que eu usufrua de todas as graças, que a Eucaristia me oferece.
Amém."

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Ser firme, mesmo na tribulação.

“Meu filho, se entrares para o serviço de Deus, permanece firme na justiça e no temor, e prepara a tua alma para a provação; humilha teu coração, espera com paciência, dá ouvidos e acolhe as palavras de sabedoria; não te perturbes no tempo da infelicidade, sofre as demoras de Deus; dedica-te a Deus, espera com paciência, a fim de que no derradeiro momento tua vida se enriqueça. Aceita tudo o que te acontecer. Na dor, permanece firme; na humilhação, tem paciência. Pois é pelo fogo que se experimentam o ouro e a prata, e os homens agradáveis a Deus, pelo cadinho da humilhação. Põe tua confiança em Deus e ele te salvará; orienta bem o teu caminho e espera nele. Conserva o temor dele até na velhice” (Eclesiástico 2,1-6).


“Filho, se entrares para o serviço de Deus, permanece firme na justiça e no temor, e prepara a tua alma para a provação”. Deus se aproxima de nós quando estamos mais frágeis, pois quanto mais precisamos d’Ele, tanto mais Ele se aproxima de nós. Os dias dolorosos vêm para todos, todos experimentam a angústia e o temor. E você, que conheceu Jesus, prepare-se.
Deus nos conhece, quando a dor “aperta”, nós nos afobamos e O perdemos diante dos nossos olhos. São dias de escuridão, dias de dor. O Senhor diz: “Meu filho, não te perturbes”, embora pareça que você esteja sozinho, Ele está com você. As pessoas podem dizer que você está abandonada por Ele, mas não dê ouvidos a elas. A tentação que quer que você se volte contra Deus e que você se sinta abandonado.

Jó sofreu horrores, os amigos e até mesmo a esposa dele lhe pediram que abandonasse a Deus, mas ele permaneceu firme. Tudo passa. Sua dor vai passar. A dificuldade vai passar, não dê ouvidos ao demônio, porque – na dificuldade – o Senhor também está com você. “Não te perturbes no tempo da infelicidade, sofre as demoras de Deus; dedica-te a Deus, espera com paciência, a fim de que no derradeiro momento tua vida se enriqueça”.
Espere em Deus, pois seus sofrimentos podem ter fugido ao seu controle, mas não fugiram do d’Ele. Que segurança nós temos? Nossa segurança é o Senhor. Nossa beleza passa com o tempo; a inteligência, com uma doença, por isso, nossa segurança é o Senhor.
Quando a sua oração demorar a ser atendida, agarre-se em Deus, pois, no tempo d’Ele, ela vai ser atendida. Tenha confiança n’Ele, continue orando, pois a oração é justamente essa confiança. Deus vai atendê-la [oração], mas não no tempo que você quer, mas no tempo que for melhor para você. O Senhor o socorrerá no tempo propício. O socorro divino nunca chega tarde, chega no tempo certo. Só aquele que tem confiança n’Ele receberá o que pede.
É muito difícil esperar, pois ficamos angustiados, ansiosos, mas as coisas de Deus não são assim. O tempo do Senhor não é o nosso. Quando plantamos uma semente, temos de regá-la, esperar até que brote. Portanto, paciência! O Pai não caminha no nosso tempo, no tempo da nossa exigência, mas no tempo d’Ele.

Enquanto espera no Senhor, seja fiel e “Aceita tudo o que te acontecer. Na dor, permanece firme; na humilhação, tem paciência. Pois é pelo fogo que se experimentam o ouro e a prata, e os homens agradáveis a Deus”. Esperar é muito difícil! É ser provado; esperar em Deus não é fácil.
Espere o tempo de Deus. Aceite o que lhe acontecer. Pegue o seu sofrimento e o apresente a Deus, dizendo: Senhor, eu não o entendo, mas quero enfrentá-lo com o Senhor.

Dê a Deus o que é de Deus, que é o primeiro lugar. Confie n’Ele, abandone-se n’Ele. A nossa dor é curada com amor, por isso, deixe-O cuidar de você, não é o tempo que sara a ferida, mas é o amor. Deus nos purifica curando e nos cura nos purificando.
Quando sofremos longe do Senhor, morremos. Se o nosso sofrimento não tem sentido, morremos. Quem reza é curado. A oração faz toda a diferença; seu corpo pode desfalecer, mas você não.

Felizes os que choram, porque o Senhor se comove com suas lágrimas, pois diante d’Ele rasgamos o nosso coração.

Márcio Mendes.
Missionário da Comunidade Canção Nova, formado em teologia, autor dos livros "Quando só Deus é a resposta" e "Vencendo aflições, alcançando milagres".





Você precisa de uma resposta de Deus? Não se desespere, espere no Senhor, creia. Ele agirá no tempo oportuno.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Amar com acolhida e maturidade é permitir que o outro seja o que é.

Em meio ao mundo exigente e extremamente rápido (corrido…) em que vivemos atualmente, é fato que as pessoas acabam se tornando cada vez mais inclinadas a ser intolerantes, impacientes e propensas a rotular as outras. Sufocados por tantos dilemas e exigências, poucos conseguem ter a devida paciência para com os demais e muitos, se não alcançam respostas imediatas em um relacionamento (nos mais variados âmbitos), acabam desistindo das pessoas que deles buscavam se aproximar.

Descobrir alguém leva tempo. E quando nos tornamos superficiais demais, desistindo facilmente diante do primeiro desencanto, acabamos por perder a feliz oportunidade de descobrir pessoas maravilhosas. Não é porque a pessoa não sorriu como quereríamos ou porque tenha um defeito latente, que temos o direito de encarcerá-la em um rótulo infeliz.

Acredito que todos queiram ser bons e felizes, e todos lutam por isso. Pode ser que não sejam compreendidos assim – ou não se percebam assim -, mas, no fundo, buscam isso. Pode ser que palavras inicialmente ásperas sejam, no fundo, o pedido de socorro de alguém que recebeu pouco amor na vida e que, desesperadamente, pede que o ensinemos a amar.

Pode ser que as atitudes que mais o irritem em alguém sejam a prova do esforço profundo de um coração querendo sinceramente fazer o bem, e que nisso precisa ser estimulado/ensinado, para assim poder revelar suas melhores potencialidades.

Mesmo que o amor que recebamos não seja do jeito tínhamos buscado ou idealizado… mesmo assim é amor. Os gestos e iniciativas de amor que possam soar repugnantes para nós, podem ser o tudo do que o outro pode nos dar no momento. Precisamos aprender a acolher o que as pessoas conseguem oferecer hoje, valorizando o que elas nos oferecem.
Não podemos ser cruéis a ponto de destruir em nós aqueles que não se acomodam aos nossos estereótipos e expectativas infantis.

O verdadeiro amor se expressa em um acolhimento que permite ao outro ser simplesmente o que é, sem precisar representar para nos agradar e, assim, ser aceito. Amar é acolher e buscar compreender (o que não é fácil…). Dessa forma será possível permitir que o outro, neste universo de verdade e liberdade, se revele, expressando o amor como sabe, pois só desse modo este poderá aprender – a partir do amor/acolhida que recebeu – a melhor forma de amar e se ofertar.

Eis o desafio: amar com acolhida e maturidade, sem exigir que o outro se transforme em uma representação fiel do que “estabeleci” como verdade e valor! Assim as pessoas poderão ser, de fato, pessoas ao nosso lado – em vez de coisas –, e na verdade do que recebemos e ofertamos, poderemos também nós nos tornar melhores, sem a exigência desumana de precisarmos nos alienar para ser aceitos. (Diácono Adriano Zandoná)





Adriano Zandoná é diácono e missionário da Comunidade Canção Nova. Formado em Filosofia e Teologia, está atualmente se preparando para a Ordenação Sacerdotal. Apresenta os programas “Em sintonia com meu Deus” – diariamente, pela TV Canção Nova – e “Viver Bem” – aos finais de semana, pela Rádio Canção Nova AM 1120
twitter: @DiaconoAdrianoZ
http://blog.cancaonova.com/adrianozandona